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Início/Visualização matemática/Modelo epidêmico SIR

Modelo epidêmico SIR

S + I + R = 1: βSI e γI; ℛ₀ ≈ β/γ, limiar de imunidade coletiva 1 − 1/ℛ₀; gráfico no tempo por RK4.

Parâmetros (normalização N = 1)

0.65
0.22
0.008
0

ℛ₀ e a linha pontilhada de referência da imunidade coletiva usam os β e γ atuais. Aperte «Reiniciar» para recomeçar a série a partir dos I(0) e R(0) escolhidos.

Atalhos de teclado

  • •Espaço ou Enter — reproduzir / pausar
  • •R — reiniciar a série temporal

Grandezas medidas

S (agora)0.992
I (agora)0.008
R (agora)0.000
ℛ₀ = β/γ2.955
Imunidade coletiva ≈ 1 − 1/ℛ₀0.662
S_crit ≈ 1/ℛ₀0.338

Sobre o modelo

O modelo epidêmico SIR (suscetíveis — infectados — recuperados) é o esquema compartimental clássico de uma epidemia. A população é normalizada: frações S + I + R = 1. As equações: S′ = −βSI, I′ = βSI − γI, R′ = γI, em que β é a intensidade de transmissão e γ é a taxa de recuperação (inverso do tempo típico de infectividade). O número reprodutivo básico ℛ₀ = β/γ — quantos casos secundários, em média, um infectado gera com S ≈ 1; se ℛ₀ > 1 o surto começa a crescer. Limiar: S_crit ≈ 1/ℛ₀; a fração imune ≈ 1 − 1/ℛ₀ numa mistura homogênea sem demografia é o marco de imunidade coletiva. A integração é RK4 com passo fixo e renormalização da soma das frações; no gráfico, S, I, R, o ponto rosa é o máximo de I(t), e o pontilhado com ℛ₀ > 1 fica no nível 1 − 1/ℛ₀. Não há nascimentos nem mortes, sazonalidade, espaço nem estocasticidade.

Para quem: Modelagem matemática em biologia e saúde: modelos compartimentais e limiar epidêmico.

Conceitos-chave

  • modelo SIR
  • modelo compartimental
  • número reprodutivo básico ℛ₀
  • coeficiente de transmissão β
  • taxa de recuperação γ
  • imunidade coletiva
  • método de Runge–Kutta

Como funciona

O SIR parte a população em suscetíveis S, infectados I e recuperados R. Com S + I + R = 1 e taxas −βSI, βSI − γI, γI, o número reprodutivo básico ℛ₀ ≈ β/γ marca o limiar: se ℛ₀ > 1 o surto cresce até S cair abaixo de 1/ℛ₀; a fração imune 1 − 1/ℛ₀ é o marco de imunidade coletiva neste modelo simplificado.

Fórmulas principais

S' = −βSI · I' = βSI − γI · R' = γI

Perguntas frequentes

Por que aqui ℛ₀ = β/γ?
No SIR com ação de massas βSI e recuperação γI, no começo do surto com S ≈ 1 um infectado deixa de ser infeccioso com intensidade γ e gera novos com intensidade βS ≈ β. A razão β/γ é o ℛ₀. Se ℛ₀ ≤ 1, o surto determinístico a partir de uma fração pequena não cresce.
O que significa o pontilhado no nível 1 − 1/ℛ₀?
É o marco didático: que fração imune, no modelo homogêneo, faz o ℛ efetivo cair abaixo de um. Para política real isso não é previsão: a mistura é heterogênea, a imunidade pode cair e a vacinação não se distribui de modo uniforme.
Por que reiniciar a série depois de mudar β, γ ou as condições iniciais?
As curvas e a marca do pico pertencem à corrida atual. Trocar parâmetros no meio misturaria dinâmicas diferentes no mesmo gráfico. O reinício zera o tempo e reconstrói a história a partir dos I(0) e R(0) escolhidos.
O que falta neste SIR simples?
Não há estágio latente (SEIR), demografia, sazonalidade, espaço, idades, estocasticidade de números pequenos nem vacinação explícita. É o modelo didático de base, não a previsão de uma doença concreta.