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Início/Ondas e som/Efeito Larsen (realimentação)

Efeito Larsen (realimentação)

Microfone, alto-falante e atraso: ganho da malha e saturação num modelo discreto didático.

Malha

0.92
12 ms
0.08
440 Hz

Num sistema de sonorização real entram equalização, atenuação com a distância e fase que depende da frequência; aqui isolam-se só o atraso e o ganho como origem da autoexcitação antes da saturação.

Grandezas medidas

Atraso em amostras144
Valor eficaz (janela recente)0.000

Sobre o modelo

O efeito Larsen é a realimentação acústica: o microfone ouve o alto-falante e o amplificador manda de novo o mesmo sinal. Se em alguma frequência o produto dos ganhos da malha for maior que um e a fase for múltiplo de 2π, a amplitude cresce até saturar o amplificador ou o alto-falante. O modelo discreto didático é y[n] = tanh(G·y[n−D] + A sin(ωn)): G é o ganho da malha, D o atraso em amostras (acústica mais processamento) e tanh um limite suave. Não é a medição da resposta da sala, mas o papel de G, D e da saturação fica visível.

Para quem: Acústica, engenharia de áudio e controle: autoexcitação de uma malha com atraso.

Conceitos-chave

  • efeito Larsen
  • realimentação acústica
  • ganho de malha
  • autoexcitação
  • atraso
  • saturação

Como funciona

A cadeia microfone → amplificador → alto-falante → sala → microfone soma o sinal a si mesmo com atraso. Se em alguma frequência G e^{iωτ} ≈ 1, a amplitude cresce até a saturação. Aqui o modelo discreto é y[n] = tanh(G·y[n−D] + tom), com G e D reguláveis.

Perguntas frequentes

Por que o apito «escolhe» uma altura determinada?
Na malha o ganho e a fase dependem da frequência. Ouve-se o tom em que |G(ω)| é grande e o desvio de fase total é múltiplo de 2π. No modelo unidimensional a frequência é a do seno de teste; na sala, fixam-na o recinto, o microfone e o equalizador.
Ajuda afastar o microfone ou baixar o volume?
Sim: menor G (volume, sensibilidade, distância, direção) ou outro atraso e outra fase (equalizador, posição) tiram o sistema da condição de autoexcitação. É assim que se combate a realimentação num show.
Por que tanh, e não um corte rígido?
A tanh dá saturação suave e trajetórias limitadas e estáveis. Um amplificador real, em níveis altos, também se comporta de modo não linear, sem «quebrar» de uma vez.
Basta um único atraso D para uma sala?
Só no qualitativo. No recinto há muitas reflexões: atraso distribuído e fase que depende da frequência. Um só D é o modelo mínimo de por que uma malha com atraso pode ficar instável.