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Início/Mecânica clássica/Choque oblíquo contra uma parede

Choque oblíquo contra uma parede

Um ponto material choca-se com uma parede lisa inclinada: a velocidade normal muda de sinal e multiplica-se pelo coeficiente de restituição e.

Uma parede, sem atrito

0.92
3.2 m/s
12°
22°

Só a parede dourada interage com e; o tracejado é só visual. Os ângulos θ são entre v e a normal n (agudos). Com e = 1 as velocidades em relação a n antes e depois são iguais — reflexão especular.

Atalhos de teclado

  • •Espaço ou Enter — lançar
  • •R — reiniciar

Grandezas medidas

v_x, v_y0.000, 0.000m/s
|v|0.0000m/s
K = ½mv² (m = 1)0.0000J
θ_ent (a n, último choque)—°
θ_sai (a n, último choque)—°
t0.00s

Gráficos

Sobre o modelo

O choque oblíquo contra uma parede lisa decompõe a velocidade em componentes normal e tangencial à superfície. Não há atrito, logo a componente tangencial não muda: v_t′ = v_t. A normal depois do impacto é v_n′ = −e v_n, em que e é o coeficiente de restituição (0 ≤ e ≤ 1). Com e = 1 o choque é perfeitamente elástico: a energia cinética se conserva e o ângulo de incidência é igual ao de reflexão (ambos a partir da normal). Com e < 1, |v_n| depois do impacto é menor, a energia cinética total cai e o ângulo de reflexão é maior que o de incidência. A parede é um plano imóvel com inclinação dada; o corpo é um ponto material, sem rotação nem deformação. Os contornos são abertos: depois do choque o ponto pode sair pela borda.

Para quem: Ensino médio e início da graduação: quantidade de movimento no choque, decomposição da velocidade, coeficiente de restituição.

Conceitos-chave

  • coeficiente de restituição
  • choque oblíquo
  • componente normal
  • componente tangencial
  • choque elástico
  • ângulo de incidência
  • decomposição da velocidade

Como funciona

Um único segmento plano com inclinação dada; no centro mostra-se a normal n. No impacto o impulso é só na normal: v_t′ = v_t, v_n′ = −e v_n. Com e = 1 a energia cinética se conserva e os ângulos agudos com n antes e depois são iguais; com e < 1, |v_n| depois do impacto é menor e a K total cai. Os contornos são abertos — o disco pode sair pela borda.

Fórmulas principais

v′ = v − (1+e)(v·n)n · v·n < 0 (aproximação)
v′_n = −e v_n · v′_t = v_t (parede lisa)

Perguntas frequentes

Por que a velocidade ao longo da parede não muda no choque?
A parede é lisa: a força do impacto aponta na normal. Na direção tangencial a força é nula, logo a componente tangencial da quantidade de movimento e da velocidade se conserva: v_t′ = v_t.
O que significa o coeficiente de restituição e = 0,5?
A velocidade relativa de afastamento ao longo da normal é a metade da de aproximação: |v_n′| = 0,5 |v_n|. Parte da energia cinética vai para calor, som e deformação. Com e = 1 o choque é perfeitamente elástico; com e = 0 a velocidade normal depois do impacto é nula.
Quando o ângulo de reflexão é igual ao de incidência?
Com e = 1 e sem atrito — como a lei da reflexão na óptica, ângulos a partir da normal. Se e < 1, a componente normal diminui e o ângulo de reflexão fica maior que o de incidência.
Em que o esquema difere do ricochete de uma bola de verdade?
Não há atrito, rotação própria nem deformação. Numa bola real a velocidade tangencial também muda e aparece rotação. Aqui só o intercâmbio de quantidade de movimento na normal e o coeficiente e.