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Início/Mecânica clássica/Efeito Magnus

Efeito Magnus

Bola em rotação no ar: a força de Magnus ~ ω × v curva a trajetória; ao lado, o mesmo lançamento sem rotação.

Lançamento

18 m/s
42°
28 rad/s
0.018

Grandezas medidas

Alcance x (com rotação)0.00 m (último lançamento)
Alcance x (sem rotação)0.00 m (último lançamento)

Sobre o modelo

O efeito Magnus é a força sobre um corpo em rotação no escoamento, perpendicular à velocidade e ao eixo de rotação: em grosso F ∝ ω × v. No lado em que a rotação acompanha o vento relativo, a velocidade é maior e a pressão menor (Bernoulli). No modelo plano escolar a aceleração é a = (k ω v_y, −g − k ω v_x); o coeficiente k absorve a densidade do ar e o coeficiente de sustentação. A rotação com a base para a frente dá sustentação e maior alcance; com o topo para a frente, o corpo é empurrado contra o solo. Não há resistência do ar, turbulência nem decaimento de ω: só o peso e a força de Magnus linear na velocidade. O rastro cinza é o mesmo lançamento, no mesmo ângulo, sem rotação.

Para quem: Ensino médio e primeiro período: lançamento oblíquo; força no escoamento.

Conceitos-chave

  • efeito Magnus
  • força de sustentação
  • velocidade angular
  • lançamento oblíquo
  • equação de Bernoulli
  • segunda lei de Newton

Como funciona

Uma bola em rotação no ar recebe a força de Magnus, em grosso F ∝ ω × v. Equação plana: a_x = k ω v_y, a_y = −g − k ω v_x — não é Navier–Stokes. Rastro cinza: os mesmos v₀ e θ sem rotação; o colorido — com ω e k. O sinal de ω troca se o acréscimo à aceleração aponta para cima ou para baixo.

Fórmulas principais

y para cima: a_x = kωv_y · a_y = −g − kωv_x — modelo escolar; θ a partir da horizontal

Perguntas frequentes

Por que a bola com o topo girando para a frente cai mais íngreme do que sem rotação?
O topo gira para a frente: acima da bola a pressão é maior, abaixo é menor. A força de Magnus aponta para baixo e se soma a g. A aceleração para baixo fica maior e o alcance menor do que no corpo sem rotação, com os mesmos v₀ e ângulo.
Há resistência do ar neste modelo?
Não há uma força à parte −b v ou −c v². Ficou só a força de Magnus, que depende da velocidade e de ω, para isolar o efeito da rotação.
O efeito Magnus importa só no esporte?
Há ainda os rotores de Flettner nos navios — cilindros que giram no lugar da vela. Aqui é uma partícula escolar no plano, não o escoamento de Navier–Stokes.
Como a rotação com a base para a frente aumenta o alcance?
A base gira para a frente — a força de Magnus ganha uma componente para cima e compensa em parte o peso. O corpo voa por mais tempo e a trajetória fica mais suave do que no lançamento sem rotação, com os mesmos v₀ e θ.