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Início/Engenharia/Controlador PID

Controlador PID

Carrinho num trilho: ganhos Kp, Ki, Kd e impulsos aleatórios de velocidade rumo à referência x = 0.

Ganhos

2.4
0.6
0.85
2.2

Modelo: mẍ = u, u = Kp e + Ki ∫e dt + Kd ė, e = x_alvo − x, m = 1. A derivada sobre a velocidade medida corresponde à forma habitual «PD em posição + I» para sustentar a referência.

Grandezas medidas

Posição x1.200
Velocidade v0.000

Sobre o modelo

O controlador PID mantém o carrinho no trilho junto da referência x = 0. O erro é e = −x (referência nula); o comando u = Kp e + Ki ∫e dt + Kd ė fixa a aceleração: ẍ = u com m = 1. O termo proporcional puxa para o alvo, o integral tira o erro em regime permanente diante de um deslocamento constante, o derivativo amortece a velocidade. Os impulsos aleatórios Δv representam empurrões. Não há saturação do atuador, atrito seco nem atraso do sensor. Um Kp grande dá oscilações, um Ki grande enrola o integrador (windup), Kd reduz o sobressinal.

Para quem: Controle automático: PID, referência, rejeição de perturbações.

Conceitos-chave

  • controlador PID
  • referência
  • sinal de erro
  • erro em regime permanente
  • sobressinal
  • realimentação negativa

Como funciona

Modelo mẍ = u, m = 1, u = Kp e + Ki ∫e dt + Kd ė, e = −x. Na tela, o carrinho, a referência x = 0 e os x, v, u atuais. O impulso soma Δv. Um Kp grande oscila, Ki tira o resto mas pode enrolar o integrador, Kd reduz o pico.

Perguntas frequentes

O que o Kp não dá conta e para que serve o Ki?
O termo proporcional olha só a e atual. Diante de um empurrão constante o carrinho para onde Kp·e equilibra a perturbação: fica um erro em regime permanente. O integral acumula as e passadas e dá força mesmo com um erro instantâneo pequeno, até o deslocamento ir a zero.
Por que o Kd às vezes deixa o movimento mais suave?
O termo derivativo responde à velocidade do erro. Quando o carrinho voa rumo ao zero, o Kd freia e baixa o sobressinal. Um Kd grande demais deixa o laço lento ou realça o ruído: aqui não há ruído de sensor, então se vê sobretudo o amortecedor.
O que representam os impulsos aleatórios de velocidade?
Empurrões externos: uma rajada, um degrau de carga, um golpe. Um PID bem ajustado deve devolver x à referência. O impulso muda v na hora; depois se olha como Kp, Ki e Kd tratam o desvio.
O que falta em relação a um atuador real?
Não há saturação de força, atraso do sensor, atrito seco nem folga. O comando vira aceleração na hora. No laboratório esses efeitos são justamente os que quebram o PID «de aula».