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Início/Mecânica clássica/Seção de Poincaré do pêndulo duplo

Seção de Poincaré do pêndulo duplo

Pontos (θ₁, ω₁) quando a segunda haste passa pela vertical de baixo com ω₂ > 0. Integrador: método de Runge–Kutta de quarta ordem.

Pêndulo e mapa

1 m
1 m
118°
12°
14

O mesmo RK4 do pêndulo duplo; os pontos aparecem quando θ₂ atravessa a vertical de baixo com ω₂ > 0 — às vezes depois de alguns segundos. Os controles de ângulo reiniciam a integração.

Grandezas medidas

Limite (aprox.)16000 pontos

Sobre o modelo

A seção de Poincaré do pêndulo duplo registra os pontos (θ₁, ω₁) nos instantes em que sin θ₂ = 0 e ω₂ > 0 — a segunda haste atravessa a vertical de baixo num só sentido. O pêndulo duplo tem duas hastes, articulações sem atrito e peso; o estado é (θ₁, θ₂, ω₁, ω₂). O fluxo contínuo no espaço de fases de quatro dimensões vira um mapa discreto. O movimento quase periódico dá curvas e cadeias de ilhas; o caos, uma nuvem de pontos com estrutura fina. As equações vêm do lagrangiano; o passo é o método de Runge–Kutta de quarta ordem. As hastes não têm peso, as massas são pontuais, não há amortecimento: o sistema é conservativo.

Para quem: Mecânica teórica da graduação: espaço de fases, oscilações não lineares, caos determinístico.

Conceitos-chave

  • seção de Poincaré
  • pêndulo duplo
  • espaço de fases
  • caos determinístico
  • movimento quase periódico
  • lagrangiano
  • método de Runge–Kutta

Como funciona

As equações do pêndulo duplo integram-se pelo método RK4. No plano (θ₁, ω₁) coloca-se um ponto quando o segundo ângulo atravessa a vertical inferior de baixo para cima (ω₂ > 0). Trajetórias regulares caem sobre curvas; condições iniciais típicas preenchem uma nuvem — seção do caos hamiltoniano. Não há atrito.

Perguntas frequentes

Por que os pontos só entram quando sin θ₂ = 0 e ω₂ > 0?
Assim se fixa a mesma superfície de seção no espaço de fases de quatro dimensões. A condição ω₂ > 0 pega a passagem pela vertical de baixo num só sentido, sem duplicatas do balanço de volta. O movimento contínuo vira um mapa de primeiro retorno.
Por que às vezes há curvas e às vezes uma nuvem espalhada?
Curvas e cadeias de ilhas — movimento regular quase periódico. A nuvem (muitas vezes com estrutura fractal fina) — caos: a trajetória é aperiódica e exponencialmente sensível às condições iniciais, e por isso preenche de modo denso uma região da seção.
Isso é propriedade das equações ou artefato numérico?
A seção de Poincaré é o recurso usual em sistemas dinâmicos. O RK4 dá erro de passo pequeno, mas o quadro qualitativo (curvas contra nuvem caótica) pertence às próprias equações do pêndulo duplo.
Quais simplificações tem este modelo?
Hastes sem peso, massas pontuais, sem atrito nas articulações e sem resistência do ar. O sistema é conservativo. Num pêndulo real o amortecimento puxa as trajetórias para um atrator — nesta seção isso não aparece.