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Início/Eletricidade e magnetismo/Efeito fotoelétrico

Efeito fotoelétrico

Energia do fóton hc/λ e função trabalho φ; K_max, potencial de corte V_s, corrente em função do comprimento de onda e da intensidade.

Luz

350 nm
65 %

Material do cátodo

2.28 eV

Tensão de corte

0 V

Modelo de Einstein: um fóton, um elétron se hν > φ. A corrente de saturação ∝ intensidade; K_max = hν − φ, V_s = K_max/e. A um V dado a corrente anula-se se eV ≥ K_max (em eV e volts o número coincide). O gráfico K_max(ν) é uma reta de inclinação h que passa por ν₀ = φ/h.

Grandezas medidas

E_fóton = hc/λ3.542eV
λ₀ = hc/φ543.8nm
ν₀ = φ/h5.513×10¹⁴ Hz
ν = c/λ8.565×10¹⁴ Hz
K_max1.262eV
V_s (corte)1.262V
I_sat (em V = 0)0.650arb.
I ao V dado0.650arb.
h (referência)4.1357e-15eV·s

Gráficos

Sobre o modelo

O efeito fotoelétrico é a ejeção de elétrons de um metal por fótons. Equação de Einstein: K_max = hf − φ = hc/λ − φ, em que K_max é a energia cinética máxima dos fotoelétrons, h a constante de Planck, f (ou c/λ) a frequência do fóton e φ a função trabalho. Se hf < φ, os elétrons não saem a nenhuma intensidade: é o limiar. Acima dele, K_max cresce em linha reta com a frequência e não depende da intensidade; o potencial de corte satisfaz eV_s = K_max. Modelo: uma só função trabalho, luz monocromática, vácuo sem espalhamento nem aquecimento. A intensidade muda o número de fotoelétrons (corrente de saturação), não K_max.

Para quem: Ensino médio e início da graduação: fótons, função trabalho e limiar do efeito fotoelétrico.

Conceitos-chave

  • efeito fotoelétrico
  • função trabalho
  • fóton
  • potencial de corte
  • limiar do efeito fotoelétrico
  • constante de Planck
  • equação de Einstein

Como funciona

Limiar do efeito fotoelétrico: hν > φ. Então K_max = hν − φ e o potencial de corte V_s = K_max/e. Gráficos I(V) (a corrente corta-se se V ≥ V_s), I(ν) e K_max(ν): inclinação h, cruzamento com o eixo das frequências em ν₀ = φ/h. A corrente de saturação em V = 0 cresce com a intensidade; K_max não depende da intensidade.

Fórmulas principais

E = hν = hc/λ (aqui E em eV, λ em nm, hc ≈ 1240 eV·nm)
K_max = E − φ se E > φ ; V_s = K_max / e

Perguntas frequentes

Por que a luz vermelha não dá corrente mesmo com muita intensidade?
Um só fóton deve superar a função trabalho. Um fóton de onda longa tem energia hc/λ pequena: se for menor que φ, o elétron não sai, por muitos fótons que cheguem. A onda clássica preveria acúmulo de energia com o tempo; a experiência desmente isso.
O que mede o potencial de corte?
É a tensão inversa V_s com a qual os fotoelétrons mais rápidos já não chegam ao coletor e a corrente cai a zero. Então eV_s = K_max, e com o gráfico V_s(f) verifica-se a equação de Einstein e obtém-se φ.
O que muda ao trocar o metal?
Metais diferentes têm funções trabalho diferentes. Uma φ maior desloca o limiar para maior frequência (menor comprimento de onda) e, à mesma f, reduz K_max = hf − φ.
De que depende a corrente de saturação?
Do número de fótons por segundo, isto é, da intensidade (e de que hf > φ). Forma da curva I–V: sobe até a saturação à tensão direta e corta-se em V_s — todos os elétrons têm energia não maior que K_max.