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Início/Química/Distribuição de Maxwell–Boltzmann e energia de ativação

Distribuição de Maxwell–Boltzmann e energia de ativação

Densidade f(E) pela energia translacional; fração de moléculas acima do limiar de ativação; comparação com o fator de Arrhenius exp(−Eₐ/RT).

Gás (translacional)

400 K
50 kJ/mol

Grandezas medidas

P(E > Eₐ)0.000%
exp(−Eₐ/RT) (fator de Arrhenius)2.9566e-7
P(E>Eₐ) / e^{−Eₐ/RT}4.517

Sobre o modelo

A distribuição de Maxwell–Boltzmann pela energia translacional f(E) de um gás ideal determina a fração de moléculas com E > E_a. Essa cauda de alta energia compara-se ao fator de Arrhenius exp(−E_a/RT) que entra nas leis de velocidade simples. Os parâmetros principais são a temperatura T e a energia de ativação E_a: o aumento de T engrossa a cauda, de modo que mais moléculas vencem a barreira, embora o fator de Arrhenius só se ligue de forma aproximada à integral da distribuição. O modelo é a cinética clássica do gás ideal com um limiar energético nítido; não entram fator estérico, tunelamento nem a teoria detalhada das colisões. Mudam-se T e E_a para ver por que um aquecimento moderado acelera tanto as reações.

Para quem: Físico-química introdutória e cinética química: distribuição de energias e equação de Arrhenius.

Conceitos-chave

  • distribuição de Maxwell–Boltzmann
  • energia de ativação
  • equação de Arrhenius
  • distribuição de energia
  • velocidade de reação
  • energia térmica

Como funciona

Para o gás ideal constrói-se a densidade de Maxwell–Boltzmann f(E) pela energia translacional. Pinta-se a fração de moléculas com E > E_a; ao lado, o fator de Arrhenius exp(−E_a/RT). O aumento de T alarga a cauda; o de E_a a corta. Modelo de limiar nítido, sem fator estérico nem tunelamento.

Fórmulas principais

f(E) = (2/√π)(kT)^(−3/2) √E exp(−E/kT)

P(E > Eₐ) = ∫_{Eₐ}^∞ f(E) dE

Perguntas frequentes

A fração pintada é exatamente exp(−E_a/RT)?
Não. O fator de Arrhenius é uma aproximação cômoda da cauda de alta energia, não uma identidade para qualquer forma de f(E). No gráfico estão os dois, para se ver a semelhança em T e E_a sem igualar as curvas.
Por que um aumento pequeno de temperatura muda tanto a velocidade?
Acima de uma E_a típica ≫ RT só fica a cauda distante de f(E). Essa cauda cresce de modo aproximadamente exponencial com T, por isso as velocidades muitas vezes mudam por um fator grande com um deslocamento de dezenas de kelvin. O erro é pensar que todas as moléculas ganham de uma vez a energia E_a; a maioria permanece abaixo do limiar.
O gráfico prova o mecanismo da reação?
Não. Ele ilustra a ideia cinética: vencer a barreira correlaciona-se com a fração energética das colisões. Mecanismos reais pedem etapas elementares, teoria do estado de transição e leis de velocidade experimentais.