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Início/Eletricidade e magnetismo/Tubo de correntes de Foucault (correntes parasitas)

Tubo de correntes de Foucault (correntes parasitas)

Queda do ímã: no ar dv/dt = g; no tubo de cobre dv/dt = g − k v (modelo linear de resistência).

Modelo 1D

9.8 m/s²
14 1/s

O ímã em movimento induz correntes no condutor; a regra de Lenz opõe-se ao movimento. Aqui dv/dt = g − k v no tubo (velocidade terminal g/k) e dv/dt = g no ar — esquema, não o cálculo completo do campo.

Grandezas medidas

v (ar)0.000 m/s
v (tubo)0.000 m/s
y (ar)0.000 m
y (tubo)0.000 m
t0.00 s

Sobre o modelo

As correntes de Foucault (correntes parasitas) aparecem num condutor quando o fluxo magnético através dele varia: pela lei de Faraday induz-se uma fem e, pela regra de Lenz, as correntes opõem-se à variação do fluxo. O ímã que cai no tubo de cobre induz correntes em anel; o campo delas dá uma força para cima e atrasa a queda. No ar (ou num tubo isolante) dv/dt = g. No tubo condutor o modelo acrescenta uma resistência linear: dv/dt = g − k v, velocidade terminal v_term = g/k. A constante k cresce com a condutividade e com a «força» do ímã. O campo na parede não se calcula — só uma força unidimensional proporcional à velocidade. Nos gráficos, coordenada e velocidade no ar e no tubo; a energia cinética do ímã vira calor de Joule.

Para quem: 8.º ano ao ensino médio e início da graduação: lei de Faraday, regra de Lenz, correntes de Foucault.

Conceitos-chave

  • correntes de Foucault
  • correntes parasitas
  • regra de Lenz
  • lei da indução eletromagnética
  • velocidade terminal
  • frenagem eletromagnética
  • lei de Faraday

Como funciona

Comparam-se duas equações: no ar dv/dt = g, no tubo dv/dt = g − k v. A força −k v imita a frenagem por correntes de Foucault segundo a regra de Lenz. Na tela, duas colunas e os gráficos y(t), v(t); no tubo a velocidade tende a v_term = g/k.

Perguntas frequentes

Por que o ímã não trava nem cai cada vez mais devagar?
As correntes de Foucault dão uma força para cima, mas o peso é constante. O ímã acelera até a força de frenagem igualar mg. Então a resultante é nula e ele cai com velocidade terminal constante. Só há força de resistência enquanto o ímã se move.
Quão realista é o modelo dv/dt = g − k v?
É uma aproximação linear de primeira ordem. Num tubo real a força é mais complicada e não é estritamente proporcional à velocidade, sobretudo em v grande. O modelo linear dá a frenagem que depende da velocidade e a chegada a v_term = g/k sem calcular o campo na parede.
De onde vem a energia do campo que se opõe?
Da energia mecânica do ímã que cai. O trabalho da força de resistência passa a energia das correntes de Foucault, e estas se dissipam como calor de Joule no tubo.
Onde isso se usa?
Frenagem eletromagnética em trens e brinquedos de parque: o campo induz correntes no trilho, força sem contato. Nos núcleos de transformadores as correntes de Foucault, ao contrário, são combatidas pela laminação, para reduzir as perdas.