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Início/Biofísica, fluidos e geociências/Farmacocinética compartimental

Farmacocinética compartimental

Modelo linear intravenoso: bolus, infusão e doses repetidas; concentrações dos compartimentos central e periférico, meia-vida terminal, AUC, Cmáx/Cmín, dose de ataque e velocidade de manutenção.

Farmacocinética

500 mg
12 h
1.5 h
42 L
4.2 L/h
35 L
5 L/h
8 mg/L
96 h

Concentração central: C = A_c/V_c. A depuração retira o fármaco do compartimento central; no modelo de 2 compartimentos Q troca o fármaco com o periférico. A dose de ataque usa alvo × Vd aparente.

Grandezas medidas

t1/2 terminal6.9 h
AUC1798 mg·h/L
Cmax / Cmin tardio30.48 / 10.65 mg/L
dose de ataque336.0 mg
velocidade de manutenção33.6 mg/h
tempo acima do alvo99%

É um modelo didático linear intravenoso. Não inclui absorção, metabolismo saturável, ligação a proteínas, fisiologia de órgãos nem variabilidade entre pacientes.

Gráficos

Sobre o modelo

A farmacocinética compartimental: depois da administração intravenosa a concentração do fármaco cai no tempo; o curso o fixam o volume de distribuição e a depuração. No modo de um compartimento o fármaco está no volume V_c, C = A_c/V_c, e a depuração o retira à velocidade CL·C. No de dois compartimentos a quantidade periférica A_p troca com o compartimento central pela depuração Q: primeiro a fase de distribuição, depois a queda terminal mais suave. A entrada da dose — um único bolus, infusão de ordem zero ou administrações repetidas a cada τ. Na tela — a concentração central (e, se for o caso, a periférica), a meia-vida, a AUC, Cmáx e Cmín, a estimativa da dose de ataque e da velocidade de manutenção para o alvo escolhido. Não há absorção, metabolismo saturável nem ligação a proteínas.

Para quem: Farmacologia e cursos clínicos: modelos compartimentais, meia-vida, AUC, dose de ataque.

Conceitos-chave

  • modelo compartimental
  • bolus
  • infusão
  • depuração
  • volume de distribuição
  • meia-vida
  • AUC
  • dose de ataque

Como funciona

No modelo intravenoso C=A_c/V_c; a depuração retira o fármaco do compartimento central e, no modo de dois compartimentos, Q troca substância com o periférico. Bolus, infusão e administrações repetidas fixam C(t) e permitem estimar AUC, t1/2, Cmax e Cmin. Dose de ataque ≈ C_alvo×Vd, velocidade de manutenção ≈ C_alvo×CL.

Fórmulas principais

dA_c/dt = R_in − (CL/V_c)A_c − (Q/V_c)A_c + (Q/V_p)A_p, dA_p/dt = (Q/V_c)A_c − (Q/V_p)A_p, C = A_c/V_c. For one compartment set Q = 0.

Perguntas frequentes

Em que o modelo de um compartimento difere do de dois?
No de um compartimento o fármaco está logo num só volume e cai numa única exponencial. No de dois, primeiro há distribuição rápida aos tecidos, depois a queda terminal mais suave, que reflete a eliminação e a troca de volta.
O que é a dose de ataque?
É a estimativa «chegar logo ao alvo»: a concentração-alvo vezes o volume aparente de distribuição. As doses reais dependem da segurança, da biodisponibilidade, da cinética de distribuição e da janela terapêutica.
Quais são as limitações do modelo?
Farmacocinética linear intravenosa com volumes e depuração constantes. Não há absorção, metabolismo saturável, ligação a proteínas, fisiologia de rim e fígado, metabólitos ativos nem variabilidade entre indivíduos.