Modelo linear intravenoso: bolus, infusão e doses repetidas; concentrações dos compartimentos central e periférico, meia-vida terminal, AUC, Cmáx/Cmín, dose de ataque e velocidade de manutenção.
É um modelo didático linear intravenoso. Não inclui absorção, metabolismo saturável, ligação a proteínas, fisiologia de órgãos nem variabilidade entre pacientes.
Gráficos
Sobre o modelo
A farmacocinética compartimental: depois da administração intravenosa a concentração do fármaco cai no tempo; o curso o fixam o volume de distribuição e a depuração. No modo de um compartimento o fármaco está no volume V_c, C = A_c/V_c, e a depuração o retira à velocidade CL·C. No de dois compartimentos a quantidade periférica A_p troca com o compartimento central pela depuração Q: primeiro a fase de distribuição, depois a queda terminal mais suave. A entrada da dose — um único bolus, infusão de ordem zero ou administrações repetidas a cada τ. Na tela — a concentração central (e, se for o caso, a periférica), a meia-vida, a AUC, Cmáx e Cmín, a estimativa da dose de ataque e da velocidade de manutenção para o alvo escolhido. Não há absorção, metabolismo saturável nem ligação a proteínas.
Para quem: Farmacologia e cursos clínicos: modelos compartimentais, meia-vida, AUC, dose de ataque.
Conceitos-chave
modelo compartimental
bolus
infusão
depuração
volume de distribuição
meia-vida
AUC
dose de ataque
Como funciona
No modelo intravenoso C=A_c/V_c; a depuração retira o fármaco do compartimento central e, no modo de dois compartimentos, Q troca substância com o periférico. Bolus, infusão e administrações repetidas fixam C(t) e permitem estimar AUC, t1/2, Cmax e Cmin. Dose de ataque ≈ C_alvo×Vd, velocidade de manutenção ≈ C_alvo×CL.
Fórmulas principais
dA_c/dt = R_in − (CL/V_c)A_c − (Q/V_c)A_c + (Q/V_p)A_p, dA_p/dt = (Q/V_c)A_c − (Q/V_p)A_p, C = A_c/V_c. For one compartment set Q = 0.
Perguntas frequentes
Em que o modelo de um compartimento difere do de dois?
No de um compartimento o fármaco está logo num só volume e cai numa única exponencial. No de dois, primeiro há distribuição rápida aos tecidos, depois a queda terminal mais suave, que reflete a eliminação e a troca de volta.
O que é a dose de ataque?
É a estimativa «chegar logo ao alvo»: a concentração-alvo vezes o volume aparente de distribuição. As doses reais dependem da segurança, da biodisponibilidade, da cinética de distribuição e da janela terapêutica.
Quais são as limitações do modelo?
Farmacocinética linear intravenosa com volumes e depuração constantes. Não há absorção, metabolismo saturável, ligação a proteínas, fisiologia de rim e fígado, metabólitos ativos nem variabilidade entre indivíduos.