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Início/Óptica e luz/Perdas por curvatura em fibra óptica

Perdas por curvatura em fibra óptica

Núcleo curvo: incidência na parede externa e ângulo crítico; raio pequeno vaza (esquema meridiano).

Fibra e curvatura

1.48
1.46
8°
120

Com curva mais fechada, os raios meridianos na casca **externa** ganham mais inclinação; se a incidência supera **θ_c = arcsin(n_clad/n_core)**, vaza potência (macrocurvatura; microcurvaturas e acoplamento de modos não entram).

Atalhos de teclado

  • •Diminua o raio de curvatura até a reflexão total cessar na parede externa
  • •Compare θ_c com o ângulo de incidência desenhado

Grandezas medidas

θ_c80.57°
Δθ (a/R)0.48°

Sobre o modelo

As perdas por curvatura em fibra óptica aparecem quando o raio, ainda guiado no trecho reto por reflexão total, deixa de cumprir o ângulo crítico na parede externa da curva. No trecho reto o raio fica retido se o ângulo de incidência na fronteira núcleo–casca é maior que o crítico θ_c = arcsin(n_clad / n_core). Numa curva de raio R a geometria muda: na parede externa o ângulo efetivo de incidência cai cerca de a/R. Se ele fica abaixo de θ_c, a reflexão total se rompe e o raio refrata para a casca — perdas por macrocurvatura. O modelo é bidimensional, só raios meridianos, perfil em degrau, sem absorção, microcurvaturas nem acoplamento de modos. Mudam-se R, os índices e o ângulo do raio com o eixo: quanto mais fechada a curva e quanto mais o raio está na borda do cone de aceitação, mais cedo começa o vazamento.

Para quem: Fibras ópticas na graduação: reflexão total e perdas por macrocurvatura.

Conceitos-chave

  • reflexão total
  • ângulo crítico
  • lei da refração
  • raio de curvatura
  • raio meridiano
  • núcleo
  • casca
  • perdas por curvatura

Como funciona

O mesmo par de índices em degrau da abertura numérica, mas o núcleo está curvo. Ângulo crítico θ_c = arcsin(n_clad/n_core); na parede externa soma-se ao ângulo do raio uma inclinação ~a/R. Se a incidência supera θ_c, o raio escapa — no esquema vê-se a refração para fora. Microcurvaturas e acoplamento de modos não entram.

Fórmulas principais

θ_c = arcsin(n_clad / n_core) · esquema: θᵢ,outer ≈ θ_ray + a/R

Perguntas frequentes

Por que na curva a luz vaza, se a fronteira continua lá?
No trecho reto o raio capturado incide na fronteira sob um ângulo grande com a normal. Na parede externa da curva o mesmo raio chega mais de raso. Se o novo ângulo de incidência fica menor que θ_c, não há reflexão total — o raio refrata para a casca.
Todos os raios de uma fibra real se comportam assim?
Aqui só raios meridianos no plano do eixo. Há ainda raios oblíquos (helicoidais), e a descrição completa são os modos guiados. O esquema de raios mostra bem o mecanismo das perdas por macrocurvatura, mas não substitui a teoria ondulatória.
Para que serve, na prática, o raio mínimo de curvatura?
O cabo não pode ser enrolado nem lançado em curva demais: sobe a atenuação e o número de erros. Fibras resistentes à curvatura aguentam R menor graças ao perfil de n. Na montagem em armários e no cabeamento residencial esse é um limite de trabalho.
Como o ângulo de aceitação se liga às perdas por curvatura?
O raio na borda do cone de aceitação já está no limite da reflexão total no trecho reto. Na curva, o ângulo de incidência dele é o primeiro a cair abaixo de θ_c. Raios bem dentro do cone aguentam curva mais fechada.