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Início/Astronomia e o céu/Contração do comprimento

Contração do comprimento

Uma régua de comprimento próprio L₀ passa pelo laboratório: L = L₀/γ só na direção do movimento; o mesmo fator explica os múons dos raios cósmicos.

Régua em movimento

0.6
1

Uma régua em repouso em S′ tem comprimento próprio L₀. No referencial do laboratório S, em que a régua passa com v = βc, dois eventos simultâneos nas extremidades definem o comprimento contraído L = L₀√(1 − β²) = L₀/γ. A contração é só longitudinal: as dimensões transversais não mudam. Junto com a dilatação do tempo, esse é o núcleo operacional da relatividade especial e explica, por exemplo, por que os múons dos raios cósmicos chegam ao solo.

Grandezas medidas

γ1.2500
L₀1.000
L = L₀/γ0.8000
1/γ0.8000

Sobre o modelo

Contração do comprimento: uma régua de comprimento próprio L₀, em repouso em S′, passa pelo laboratório S com velocidade v = βc. A medida simultânea das extremidades em S dá L = L₀/γ = L₀ √(1 − β²) — só na direção do movimento. A animação da passagem mostra as marcas da régua a bordo sobre a linha de base pontilhada L₀, de modo que o fator √(1 − β²) se lê visualmente. As dimensões transversais não mudam. O mesmo γ explica por que os múons dos raios cósmicos, com energia em GeV, chegam à superfície com tempo de vida médio em repouso ≈ 2 μs: no referencial da Terra o relógio do decaimento se dilata; de modo equivalente, a atmosfera se contrai no referencial do múon. Idealizações: comprimento próprio rígido em S′, coincidência instantânea das extremidades em S, sem modelar tensões no material.

Para quem: Cursos introdutórios de relatividade especial e física moderna; intuição de física de partículas com os múons dos raios cósmicos.

Conceitos-chave

  • contração do comprimento
  • contração de Lorentz
  • comprimento próprio
  • fator de Lorentz
  • múons dos raios cósmicos
  • relatividade especial

Como funciona

O comprimento próprio L₀ mede-se no referencial de repouso da régua. No laboratório a posição simultânea das extremidades dá L = L₀/γ só na direção do movimento; as dimensões transversais não mudam. O mesmo fator γ explica os múons dos raios cósmicos: no referencial da Terra o tempo de vida se alonga; no referencial do múon a atmosfera se contrai.

Perguntas frequentes

Por que o comprimento se contrai só na direção do movimento?
As transformações de Lorentz misturam t e a coordenada paralela x; as transversais y e z não mudam. Medir o comprimento exige leituras simultâneas das extremidades no laboratório, o que encurta só a extensão ao longo do movimento. Erro frequente — achar que o objeto se comprime por igual em todas as direções, como numa mudança de escala de uma fotografia.
Como a contração do comprimento se liga aos múons dos raios cósmicos?
Do ponto de vista da Terra, o tempo de vida do μ⁺ se alonga por γ, e mais múons chegam ao solo. Do ponto de vista do múon, a espessura da atmosfera se contrai pelo mesmo γ. As duas imagens dão a mesma fração de sobrevivência; nenhuma é «mais real». L = L₀/γ é o lado geométrico dessa história.
A régua está fisicamente comprimida?
Não. O comprimento próprio L₀ em S′ não muda; a contração do comprimento é sobre como S define as extremidades simultâneas. Tensões e a resposta do material ficam fora deste modelo cinemático. Em β = 0 obtém-se L = L₀; com o crescimento de β a medida no laboratório tende a zero, e as marcas a bordo continuam a indicar L₀.