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Início/Astronomia e o céu/Escada cósmica de distâncias

Escada cósmica de distâncias

Escala logarítmica: paralaxe, velas-padrão e o fluxo de Hubble como degraus da escada.

Escala

0

Cada degrau combina geometria, velas-padrão e modelos físicos. Nenhum método cobre todas as escalas; os astrônomos costuram faixas que se sobrepõem.

Trigonometria com base de 1 ua → estrelas próximas (Gaia)

Grandezas medidas

Ordem da distância1.00 a.l.
Degrau da escadaParalaxe

Sobre o modelo

A escada cósmica de distâncias é a cadeia de métodos em que cada um se apoia no anterior e alarga a escala. O extremo próximo é a paralaxe geométrica: d (pc) = 1/π, em que π é o ângulo em segundos de arco; depois de alguns milhares de anos-luz o ângulo já é pequeno demais. O degrau seguinte são as velas-padrão (cefeidas, supernovas do tipo Ia) de luminosidade conhecida: pela lei do inverso do quadrado o brilho aparente liga-se à distância como L / (4πd²). Nas escalas cosmológicas vale a lei de Hubble v = H₀ d: a velocidade de afastamento pelo desvio para o vermelho é proporcional à distância. As galáxias aparecem como pontos e o fluxo de Hubble é esquemático; a passagem entre degraus é discreta. O erro de calibração do degrau de baixo sobe pela escada.

Para quem: Ensino médio e início da graduação: escalas do Universo, paralaxe, velas-padrão, lei de Hubble.

Conceitos-chave

  • paralaxe estelar
  • vela-padrão
  • lei do inverso do quadrado
  • lei de Hubble
  • constante de Hubble
  • parsec
  • cefeidas
  • supernovas do tipo Ia

Como funciona

As distâncias em astronomia cobrem dezenas de ordens de grandeza. Radar e paralaxe fixam o extremo próximo da escala; estrelas variáveis e supernovas a estendem até as galáxias; o desvio para o vermelho mapeia o Universo em expansão nas escalas maiores.

Perguntas frequentes

Por que não se mede tudo com a paralaxe?
O ângulo de deslocamento cai com a distância. Depois de alguns milhares de anos-luz ele fica abaixo da resolução até de telescópios espaciais. O método é geometricamente correto, mas esbarra no tamanho da órbita da Terra e na precisão do instrumento.
O que torna uma vela-padrão «padrão»?
A luminosidade própria conhecida de toda uma classe de objetos — por exemplo a relação período–luminosidade das cefeidas. Comparando-a com o brilho aparente, acha-se a distância pela lei do inverso do quadrado.
A lei de Hubble quer dizer que estamos no centro de uma explosão?
Não. Expande-se o próprio espaço, não a matéria se espalhando a partir de um ponto. A analogia são pontos num balão que se infla: todos se afastam uns dos outros, sem centro. Qualquer observador vê o mesmo quadro.
De onde vem a principal incerteza da escada?
Da calibração: o erro no degrau próximo (paralaxe das cefeidas mais próximas) estraga a escala das cefeidas distantes e das supernovas Ia. Por isso afinar os primeiros degraus importa para a cosmologia.