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Início/Termodinâmica/Ciclo Diesel

Ciclo Diesel

Ciclo-padrão a ar: compressão adiabática, adição isobárica de calor, expansão adiabática, rejeição isocórica; rendimento η(ρ_c, β).

Ciclo

16
2.1
0.32
0.32×

O ciclo-padrão a ar do Diesel substitui a queima isocórica do Otto por uma expansão isobárica na adição de calor. η depende de ρ_c e do corte β; os motores diesel reais diferem.

Grandezas medidas

η (padrão a ar)60.9%
V_corte0.131

Sobre o modelo

O ciclo Diesel no ciclo-padrão a ar é uma idealização do motor diesel: compressão isentrópica do ar, adição isobárica de calor (modelo da injeção e da combustão), expansão isentrópica e rejeição isocórica de calor. A taxa de compressão ρ_c = V₁/V₂ e a razão de corte β = V₃/V₂ fixam o contorno no diagrama P–V. Rendimento térmico: η = 1 − ρ_c^{1−γ} (β^γ − 1)/(γ(β − 1)), em que γ é o coeficiente adiabático do ar. O fluido de trabalho é um gás ideal com capacidades térmicas constantes; não entram a química da combustão, o atrito nem as perdas de calor. Ao mudar ρ_c e β mudam a área do laço e η. Na mesma taxa de compressão o rendimento do Diesel é menor que o do Otto, porque o calor se adiciona durante a expansão.

Para quem: Termodinâmica da graduação e motores de combustão interna: ciclo-padrão a ar do Diesel.

Conceitos-chave

  • ciclo Diesel
  • ciclo-padrão a ar
  • taxa de compressão
  • razão de corte
  • adição isobárica de calor
  • rendimento térmico
  • diagrama P–V

Como funciona

Ciclo-padrão a ar do Diesel no diagrama P–V: 1→2 compressão isentrópica, 2→3 adição isobárica de calor (o pistão já desce), 3→4 expansão isentrópica, 4→1 rejeição isocórica. O rendimento depende da taxa de compressão ρ_c e do corte da injeção β: η = 1 − ρ_c^{1−γ} (β^γ − 1)/(γ(β − 1)). A área do laço é o trabalho por ciclo; no Otto a adição de calor é isocórica, por isso no mesmo ρ_c o rendimento do Diesel é menor.

Fórmulas principais

η = 1 − r^(1−γ) · (β^γ − 1) / (γ(β − 1))

Perguntas frequentes

Por que no ciclo Diesel o calor se adiciona a pressão constante e não a volume constante?
No diesel o combustível se injeta e queima aos poucos, quando o pistão já desce: a pressão no início do tempo motor é quase constante. No motor a gasolina (ciclo Otto) a combustão se aproxima de um processo isocórico. O ciclo-padrão a ar idealiza isso como um trecho isobárico.
Como a razão de corte influi no rendimento?
Com a taxa de compressão fixa, um β maior (injeção mais longa) adiciona mais calor, mas num curso maior do pistão. O rendimento térmico cai: uma fração maior da energia adicionada vai para a rejeição, não para o trabalho.
Em que o ciclo-padrão a ar se distingue de um diesel real?
A combustão se substitui por uma adição externa de calor ao ar fechado. O ar é um gás ideal com capacidades térmicas constantes; não entram o atrito, a troca com as paredes nem a química do combustível. As fórmulas ficam transparentes; os números ficam longe do banco de provas.
Por que a fórmula do rendimento do Diesel não coincide com a do Otto?
No Otto, η = 1 − ρ_c^{1−γ} depende só da taxa de compressão. No Diesel o calor se adiciona durante a expansão, então na fórmula entra β, e no mesmo ρ_c o rendimento é menor que no Otto.