Farmacocinética: meia-vida de eliminação
Um compartimento, bolus intravenoso. Registre C(t); o ajuste linear de ln C em função de t dá t₁/₂ = ln 2 / k_el. A depuração é k_el V_c se V_c for conhecido.
Objetivo
Determinar a meia-vida de eliminação t₁/₂ a partir de C = C₀ e^(−k_el t). O coeficiente angular de ln C em função de t vale −k_el, logo t₁/₂ = ln 2 / (−coeficiente angular).
Materiais
- Bolus intravenoso (dose conhecida)
- V_c conhecido
- Análise de plasma
- Relógio
Experimento
Teoria
Depois do bolus, a cinética de um compartimento é uma só exponencial. A dose e V_c são conhecidos; a depuração CL e t₁/₂ estão ocultos. A bancada não mostra a meia-vida de eliminação, a área sob a curva (AUC) nem a dose de ataque.
Procedimento
- Anote: a dose e V_c estão fixos e são conhecidos. Ajuste só o instante de coleta t depois do bolus.
- Registre a concentração C. Acrescenta-se um pequeno ruído da análise. Não há t₁/₂ nem AUC ao vivo.
- Anote: na tabela já se calcula ln C. Repita para pelo menos 6 instantes, aproximadamente de 0,5 a 18 h.
- Ajuste a reta ln C em função de t; t₁/₂ = ln 2 / (−coeficiente angular). Compare com o valor de referência.
Conclusão
A meia-vida encontrada coincide com ln 2 · V_c / CL. As principais incertezas: ruído da análise e a idealização de um só compartimento depois do bolus.